Nos dois primeiros meses do ano, o movimento de contentores em Leixões caiu 7,5%. A culpa é das exportações. Para Angola, mas também para a Alemanha, e não só. A concessionária mantém-se confiante num ano globalmente positivo.

É o pior arranque dos últimos anos de Leixões no movimento de contentores. Dois meses cumpridos, dois resultados negativos em termos homólogos. No final de Fevereiro, a TCL soma 93 949 TEU movimentados, menos 7 661, ou 7,5%, que o realizado no período homólogo de 2014.

Valha a verdade, ambos os meses foram os segundos melhores Janeiro e Fevereiro da história da concessão do terminal de contentores de Leixões, em volumes movimentados. Mas a quebra é indisfarçável.

Razão para os resultados verificados: a quebra das exportações, em particular para Angola, fruto da baixa da cotação do petróleo e das notícias vindas a público sobre a redução do investimento e das importações decidida pelo governo de Luanda.

Mas não só. A desvalorização do preço do crude também ajudará a explicar a quebra nas expedições de Leixões para o Brasil, a Argélia e Marrocos. E até a Alemanha deu uma ajuda, com uma redução homóloga das importações.

Da parte da TCL, reconhece-se o “impacte” da quebra de movimentos nos dois primeiros meses de 2015, mas mantém-se a “expectativa de que estes resultados diluir-se-ão ao longo do ano. De modo, mantemos a confiança em atingir um resultado positivo”, em termos de volumes movimentados.

 

 

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