A escalada do preço do combustível ameaça asfixiar as companhias de transporte marítimo de contentores. Os sobrecustos anuais podem atingir os dez mil milhões de dólares (8,58 mil milhões de euros).

Primeiro foi a MSC, depois a Maersk Lines e a CMA CGM a anunciarem sobretaxas de combustível de emergência. As companhias solicitam, assim, à restante cadeia de abastecimento para ajudarem a aguentar o que descrevem como um fardo insustentável, até porque já não haverá margem para reduzir a velocidade dos serviços e, assim, baixar os consumos de bunker.

O presidente-executivo da Ocean Network Express (ONE), Jeremy Nixon, considera que o aumento do preço do combustível dos navios ultrapassou já o equilíbrio (ou a falta dele) entre a oferta e a procura no topo da lista das preocupações das companhias.

O preço do bunker IFO 380 em Roterdão atingiu 443 dólares (380 euros) por tonelada esta semana, com o barril de petróleo Brent a rondar os 80 dólares (68,6 euros), o valor mais elevado desde 2014.

“Estamos numa situação em que os custos de combustível esta semana são 100 dólares [85,8 euros] por tonelada mais elevados do que no mesmo período do ano passado”, referiu Nixon, citado pela “Lloyd’s Loading List”.

Considerando que “os operadores de transporte marítimo de contentores estão a consumir cerca de 100 milhões de toneladas de combustível por ano”, o impacto do sobrecusto de 100 dólares/tonelada poderá atingir os já referidos dez mil milhões de dólares por ano para o sector como um todo.

 

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