A iminente falência da Hanjin Shipping fará a futura The Alliance perder terreno para as concorrentes Ocean Alliance e 2M, antecipa a Drewry.
Hanjin Rome

As futuras alianças já prometiam grandes mudanças na indústria no primeiro semestre de 2017, mas o colapso da Hanjin exacerba as incertezas.

A companhia sul-coreana iria integrar a The Alliance, a criar no segundo trimestre do próximo ano, em conjunto com Hapag-Lloyd, K Line, Mitsui OSK Lines, Nippon Yusen Kaisha e Yang Ming. A Hanjin Shipping era a segunda maior companhia da aliança no Este-Oeste, com 460 mil TEU de capacidade. A sua saída será apenas em parte colmatada com a fusão da Hapag-Lloyd com a UASC, que acrescentará 315 mil TEU.

Tendo em conta o alinhamento de navios no Este-Oeste em Agosto, a quota de mercado da The Alliance, excluindo a Hanjin e incluindo a UASC, foi de 24%, segundo a Drewry. Aquela quota é inferior aos 31% da 2M (Maersk Line e MSC)+HMM e aos 34% da Ocean Alliance (CMA CGM, Cosco, Evergreen e OOCL), nota a consultora.

As previsões sobre as futuras quotas de mercado não são, porém, fáceis de fazer, devido às indefinições sobre a integração da HMM na 2M e também pelas dúvidas sobre quem conquistará o espaço deixado pela Hanjin. Os analistas admitem que a HMM, também sul-coreana e com o Korea Development Bank entre os credores, possa ser a beneficiária

Entretanto, em Agosto, a Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos pediu informações adicionais sobre os planos da Ocean Alliance, antes de decidir sobre a sua aprovação ou rejeição. Esse facto não deverá, porém, impedir que esta aliança avance, o que está previsto acontecer em Abril de 2017.

 

 

 

 

 

 

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