O sistema europeu de localização por satélite deverá custar 5,2 mil milhões de euros, e não 3,4 mil milhões de euros como inicialmente previsto.

Mas as más notícias não se ficam por aqui. António Tajani, o comissário europeu responsável pelo projecto, já avisou que a conclusão da rede de satélites está atrasada seis anos e que manutenção do sistema também será mais cara.

O sistema europeu proto-concorrente do GPS norte-americano deveria ficar operacional em 2014, com uma rede de 18 satélites. Nessa altura, porém, apenas estarão operacionais seis satélites. E se “até 2014 teremos dinheiro”, a partir daí “teremos problemas”.

As necessidades extra de financiamento ascenderão a 1,9 mil milhões de euros. O que prenuncia problemas, tendo em conta a polémica gerada pelo financiamento inicial de 3,4 mil milhões de euros pelos 27 estados-membros.

Acresce a isto, avisou Tajani, que os custos anuais de manutenção e operação do sistema ascenderão a 800 milhões de euros, já a partir de 2012. Mais do que o previsto.

Segundo a Comissão Europeia, o Galileo deveria gerar receitas de 60 mil milhões a 90 mil milhões de euros entre 2010 e 2027. Mas o percurso não tem sido fácil, como que a querer dar razão a quem classificou o sistema como uma “ideia estúpida”, de acordo com documentos tornados públicos no “Wikileaks”…

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