O governo britânico vai tomar medidas para apoiar os transportadores rodoviários de mercadorias na luta contra a escassez de motoristas de pesados. Faltam entre 50 mil e 60 mil.

O secretário do Tesouro britânico anunciou que o governo de Londres vai reduzir os tempos de espera para a realização dos exames e avaliações médicas necessários ao exercício da profissão de motorista, e está disponível para avaliar o financiamento dos custos de formação dos candidatos a motoristas.

Os atrasos na realização dos exames de aptidão profissional e de avaliação médica dos profissionais do volante são uma dor de cabeça para os empresários do sector, perante a escassez de motoristas. Segunda a FTA, a associação empresarial britânica, faltarão entre 50 mil e 60 mil motoristas de pesados.

O custo elevado da formação inicial dos motoristas é outro óbice à entrada na profissão. A licença de motorista profissional custa cerca de 3 000 libras esterlinas, um valor incomportável para a maioria dos jovens. Daí que a abertura do Executivo britânico para estudar com a indústria uma solução de co-financiamento público seja acolhida positivamente.

Em Fevereiro passado estavam registados nos centros de emprego britânicos apenas 1 345 motoristas de pesados, contra os 3 100 de há um ano. Uma boa notícia, ou talvez não porque agrava a escassez de profissionais disponíveis no mercado, sublinham os empresários.

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