A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários denunciou, em carta aberta, as alegadas práticas persecutórias e discriminatórias da Operterceira, no porto da Praia da Vitória.

Reunidos em assembleia geral, ontem, em Aveiro, os sindicatos membros da federação, solidarizaram-se com o Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Ilha Terceira, repudiaram as “práticas de gestão empresarial da Operterceira” e mandataram a Direcção para “a tomada urgente de iniciativas e acções” caso persistam as irregularidades.

Em causa estão, de acordo com os sindicatos, a “ilegítima discriminação” e a “retaliação de trabalhadores efectivos profissionalmente representados pelo Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Ilha Terceira, assumidas pela Direcção Técnica da Empresa Operterceira, Lda. e coniventemente cobertas pela Gerência desta Empresa”, diz a carta aberta.

Concretizando, a carta refere a “inobservância do regime de condições laborais expressas constantes  da única convenção  colectiva de trabalho em vigor para a actividade operacional exercida” no porto açoriano, traduzida  “num desigual e prejudicial tratamento diferenciado e de manifesta desigualdade de condições profissionais verificadas sem fundamento objectivo na ocupação da mão-de-obra representada pelo Sindicato portuário local, por um  lado, e por outro lado, por trabalhadores não filiados neste Sindicato, inclusive por mão-de-obra precária inexperiente e pouco qualificada”.

Acrescem, é dito, “concretas formas de represália retaliação, quer através da denegada via de abertura ao diálogo, quer pela falta de resposta devida a solicitações feitas pelo Sindicato, quando, em contraponto, se mostram secundadas pela receptividade concedida a frequentes animosidades de outros trabalhadores sem representação orgânica no âmbito da  Empresa”.

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários agrega sindicatos de Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Sines, Madeira, Ponta Delgada, Horta e Terceira.

A Operterceira integra o Grupo ETE, ao qual o TRANSPORTES & NEGÓCIOS solicitou já uma reacção à iniciativa da federação.

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