Cerca de uma dezena de quadros nacionais do sector ferroviário poderá em breve rumar a Angola para integrar a equipa de uma multinacional que ali pretende desenvolver vários projectos logísticos.

Desta feita, a Fernave, encarregada do processo de selecção, propõe-se encontrar um director e um coordenador regional de operações, um director de material circulante, um engenheiro de tracção e um engenheiro de vagões, um director de infra-estruturas, um engenheiro de sinalização e telecomunicações, um engenheiro de via e um engenheiro de obras de arte, um director de compras e armazéns e um gestor de saúde, higiene e ambiente.

O prazo para a apresentação de candidaturas termina no próximo dia 22. A contratação será da responsabilidade da multinacional, mas é certo que “a necessidade é imediata” e “que os contratos iniciais deverão ter a duração de cerca de três anos, tal como nos anteriores processos de recrutamento já concluídos”, avançou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS uma fonte da Fernave.

Os quadros escolhidos irão trabalhar em Benguela.

Com mais esta acção de recrutamento, a Fernave prossegue a sua política de exportação do know-how ferroviário nacional para mercados emergentes, como são os casos de Angola e Moçambique. Contudo, Rui Lucena, responsável da empresa, recusa a ideia de estar a incentivar à emigração de nacionais, sublinhando antes que assim se aproveita o know-how que, por força das circunstâncias, está desaproveitado em Portugal, evitando-se a destruição desse valor e, ao mesmo tempo, lançando as bases para parcerias com aqueles PALOP.

 

 

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