A Ferremed propõe-se estudar os tráfegos de mercadorias nos corredores “core” da RTE-T, com o objectivo de propor medidas para a transferência modal para a ferrovia.
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“Dado que não houve aumentos na quota ferroviária de mercadorias na Europa (17,9% em 2005 e 17,3% em 2017) e que a rede central transeuropeia é muito extensa (80 mil km), transferir tráfegos da estrada para a ferrovia requer concentrar os investimentos [nos troços] com maior tráfego”, justifica a Ferrmed.

A análise da Ferrmed avaliará o tráfego de mercadorias por modo de transporte em cada um dos nove corredores da RTE-T e proporá medidas para a rede ferroviária para melhorar a distribuição modal nas áreas mais congestionadas, país por país, para alcançar os objectivos do Livro Branco da Comissão (30% do transporte de bens terrestres a distâncias superiores a 300 km por comboio ou navio até 2030).

O estudo pretende também ser um “instrumento fundamental” na revisão do Regulamento RTE-T pela Comissão para 2021.

Desde a Ferrmed recordam que o transporte de mercadorias representa 30% do total de emissões do sector, além de “contribuir substancialmente para congestionamentos, acidentes e poluição”. Neste cenário, a entidade considera a transferência modal para a ferrovia uma “questão-chave”.

Além das vantagens económicas (menor custo de transporte), a Ferrmed aponta as de natureza ambiental: na comparação com o rodoviário, o transporte ferroviário de mercadorias tem um consumo de energia seis vezes menor e seis vezes menos custos externos.

A entidade contabiliza que poderia ser alcançada uma economia de 40 milhões de toneladas de emissões anuais e conter o número de camiões nas estradas.

 

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