O recurso a soluções intermodais de base ferroviária no eixo 16 da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) permitirá poupanças de 30% no custo do transporte, concluiu um estudo patrocinado pela Fundación Transpirenaica.

O eixo 16 da RTE-T, que contempla a ligação do Norte de África e da Península ao resto da Europa, através dos Pirinéus (pela região de Huesca), interessa sobremaneira a Portugal e aos portos nacionais, como ficou demonstrado pela participação lusa na cimeira realizada em Saragoça em Julho passado.

O estudo agora promovido incide na viabilidade das soluções de “ferroutage” naquele eixo. Analisa as características técnicas necessárias, as fórmulas de financiamento e de exploração e experiências similares na Europa.

Entre as conclusões avulta a de que o corredor previsto está capacitado para acolher estas soluções co-modais. E, tanto ou mais importante, conclui-se também que a colocação de um camião de 44 toneladas sobre carris em parte do trajecto permitirá uma redução dos custos do transporte de cerca de 30% relativamente à opção exclusivamente rodoviária.

O estudo inclui ainda um inquérito, com entrevistas personalizadas, a mais de 40 empresas, operadores, carregadores, associações de transportadores, portos e plataformas logísticas.

O eixo 16 da RTE-T e a Travessia Central dos Pirinéus serão os temas de um encontro agendado para Fevereiro, em Paris, no qual participarão estudiosos, agentes económicos e institucionais de todos os países interessados no projecto.

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