O transporte ferroviário entre a China e a Europa está a contrariar a tendência de quebra na procura e a crescer a dois dígitos este ano.

O China Railway Group indica que um total de 2 920 comboios circularam na rota entre Janeiro e Abril, transportando 262 mil TEU, um aumento de 24% em relação ao ano anterior. Só em Abril, os volumes aumentaram 58% em direcção a Oeste e 29% no sentido Leste, totalizando 88 mil TEU.

A Duisport, a principal plataforma ferroviária europeia nas ligações com a China, informou que os comboios semanais com origem ou destino na China em Abril aumentaram dos “normais”35-40 para 50, após o início do desconfinamento naquele país asiático. “Alargamos os nossos serviços ferroviários para incluir outros destinos chineses”, explica, em comunicado, o CEO da Duispot, Erich Staake, explicando que a crise levou o transporte ferroviário de mercadorias a  tornar-se uma alternativa importante ao marítimo.

Andre Wheeler, CEO da Asia Pacific Connex, revela que os números da Duisport são um “indicador importante”, dado que 80% de todo o tráfego ferroviário de Chongqing passa pelo porto seco alemão. “Também é interessante que novas rotas estejam a ser adicionadas, pois o comboio está a revelar-se uma opção viável. Por exemplo, a Maersk lançou recentemente o seu primeiro serviço ferroviário de Xian para Izmut, na Turquia”, referiu.

A China também subsidia fortemente os serviços ferroviários. Andre Wheeler estima o custo de transporte de um contentor de Xi’an para o Reino Unido em 4 500 dólares, com os subsídios a reduzirem aquele valor para 3 000 dólares. “Acho que os subsídios permanecerão em vigor até pelo menos meados de 2022, pois é quando se prevê que o comércio global regresse ao normal”, prevê o CEO da Asia Pacific Connex.

 

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