A instalação de filtros de gases de escape (“scrubbers”) para cumprir com o limite dos 0,5% de teor de enxofre das emissões dos navios não é uma solução de longo prazo, de acordo com o director-executivo da Korean Register, Kim Yeon-tae.

O limite actual do teor do enxofre é de 3,5%. Os 0,5% serão obrigatórios a partir de 2020. A instalação de “scrubbers” nos navios existentes é tida como uma alternativa ao consumo de combustíveis mais “limpos” e mais caros.

Os sistemas de filtros reduzem o dióxido de enxofre com recurso a água do mar, que é posteriormente descarregada no oceano. Há iniciativas para proibir, em algumas regiões, as descargas da água dos filtros.

“A principal razão pela qual as companhias de navegação optam por filtros é acreditarem que essa proibição vai ser adiada”, afirmou Kim Yeon-tae, citado pelo “World Maritime News”, à margem a conferência Posidonia 2018.

Os operadores acreditam que o processo de regulamentação poderá fazer com que ainda demore algum tempo para designar essas áreas. Não obstante a IMO já ter garantido que será cumprido o prazo de 1 de Janeiro de 2020 para implementar as novas normas de teor de enxofre, as companhias estão a optar pela postura de “esperar para ver”, segundo Yeon-tae.

 

 

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