A AEM Gijon-Nantes está suspensa à espera de um acordo entre a LD Lines e as autoridades de Espanha e França. No ano passado transportou cerca de 18 mil camiões.

Na última viagem, o “Norman Atlantic” transportou 160 pesados de mercadorias. Uma taxa de ocupação de cerca de 70% que, na opinião de políticos locais e transportadores rodoviários seria, à partida, suficiente para viabilizar o serviço.

A LD Lines sustenta que não. Não fossem os apoios públicos, que atingiram os 34 milhões de euros em quatro anos, a AEM teria sofrido perdas operacionais de seis milhões de euros anuais, dizem os seus responsáveis.

Sem mais apoios, a AEM será descontinuada. E os camiões, muitos dos quais portugueses, terão de voltar à estrada. Pelo menos até ao arranque da AEM Vigo-Nantes, também ela com o apoio de 30 milhões de euros de fundos públicos.

O fim da AEM Gijon-Nantes implicará certamente o despedimento de estivadores, pelo menos no porto asturiano, uma vez que para o porto francês se perspectiva a transferência de pessoal para o novo serviço com Vigo.

Desconhecem-se detalhes das conversações em curso com a LD Lines e os governos de Madrid e Paris, do mesmo modo que não se sabe se existe um prazo para uma decisão.

Comments are closed.