O fim das mega-alianças no transporte marítimo de contentores aumentará o risco dos preços dos fretes subirem, avisa a SeaIntelligence.

Fim das alianças aumenta custos dos operadores marítimos

“Tenham cuidado com o que desejam”,  avisou o CEO da SeaIntelligence Consulting, Lars Jensen, numa intervenção no recente TOC Europe Container Supply Chain, em Roterdão, referindo-se ao fim das alianças de companhias marítimas.

A não renovação das regras do block exemption na UE levaria, segundo Lars Jensen, as companhias a terem elevados custos jurídicos, os quais, avisa o especialista, seriam recuperados com preços de fretes mais altos. “E se as alianças marítimas forem totalmente proibidas”, acrescentou, “então os preços dos fretes dispararão porque são a única forma de as companhias poderem operar ULCV com eficiência”.

O CEO da SeaIntelligence deu como exemplo os parceiros Maersk Line e MSC na 2M, que teriam, num cenário de proibição de alianças, de oferecer menos serviços e rotações mais restritas no Ásia-Europa se tivessem de operar os seus ULCV de forma independente.

Para os carregadores, isso significaria, segundo Jensen, mais transhipments das cargas e “um enorme salto nos preços dos fretes”. O especialista concluiu, por isso, que “os carregadores devem rezar para que as companhias possam continuar a operar alianças”.

A Comissão Europeia está, recorde-se, a debater a continuação ou o fim do regulamento que permite às companhias marítimas operarem em alianças, no âmbito da renovação das regras da concorrência na União Europeia, cujo actual formato termina a 25 de Abril de 2020.

O Fórum Internacional dos Transportes (ITF) apresentou, num relatório divulgado em Março último, argumentos a favor da revogação das alianças. As alianças de transporte marítimo de contentores concentram cada vez mais a oferta de capacidade, superando mesmo os 95% no Ásia-Europa, de acordo com o ITF.

 

 

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