O ministro da Defesa assegurou este domingo, em Peniche, que a Força Aérea só sairá da base do Montijo, para onde está projectado o novo aeroporto de Lisboa, quando a continuidade da sua operação estiver assegurada.

 

Azeredo Lopes disse à “Lusa” que “não há qualquer atraso” na saída da Força Aérea do Montijo, mas também afirmou que “ainda não é possível estabelecer um calendário” para a mudança.

“A entrada de outros naquele espaço [base do Montijo] terá sempre de garantir que a Força Aérea continue a desenvolver a sua operação e essa é a garantia que temos de apresentar”, justificou.

Para o ministro da Defesa, as decisões do Governo em relação ao aeroporto “andam a par” com as da Força Aérea, motivo pelo qual, sublinhou, “seria impensável que Portugal ficasse com uma Força Aérea sem operação”, sem que estejam garantidas as condições para a Força Aérea operar noutro local.

O “DN” noticiou na semana passada que a Força Aérea está preocupada com o atraso na execução do plano que propôs para retirar as suas esquadras da base do Montijo, onde vão haver limitações para as suas aeronaves logo que comecem aí as obras do aeroporto, previstas para 2019.

A ANA – Aeroportos de Portugal já submeteu o Estudo de Impacte Ambiental do novo aeroporto à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a quem caberá emitir um parecer final sobre os impactos ambientais.

Na quinta-feira, em declarações à “Lusa”, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas manifestou-se confiante no sucesso do projecto, sublinhando que o Montijo “é a melhor opção”.

“Este relatório não trouxe surpresas em relação ao que esperávamos. É uma infra-estrutura que já serve de pista de aterragem [militar] e que, neste caso, terá uma mudança no seu uso, passando a ter também uma utilização por civis”, apontou o governante.

Sobre os alertas e sugestões deixadas por este estudo, Pedro Marques disse apenas que os impactos apontados “são limitados e capazes de ser mitigados”.

Para o governante, a opção no Montijo “é a mais eficiente” e a que “melhor servirá” a região de Lisboa e o país.

“Estamos confiantes no desenvolvimento deste processo para que a região de Lisboa e o resto do país não fiquem limitados no crescimento do turismo e da actividade económica por este constrangimento do aeroporto de Lisboa”, concluiu.

Este artigo tem1 comentário

  1. luis pereira

    É inaceitável a incompetência do governo PS e dos seus ministros nos sectores aéreo, marítimo e ferroviário, ,por sua exclusiva culpa e do PRIMEIRO MINISTRO, Lisboa não é competitiva no seu aeroporto, no seu porto e nas ligações ferroviárias aos seus portos, ao fim de 3 anos ainda não lançaram o concurso para o NAL e apenas vão avançar para ampliação da Portela daqui a 3 anos para o Montijo, pior só no tempo do “Jamais Sócrates” também não conseguem renegociar as concessões das 3 áreas portuárias, vão embora !