O governo francês anunciou hoje a suspensão, por tempo indeterminado, dos planos para a introdução de uma taxa de trânsito sobre os pesados de mercadorias.

A decisão foi anunciada no final de uma reunião com representantes dos transportadores rodoviários de mercadorias, durante a qual os dirigentes associativos terão convencido os governantes das “dificuldades provocadas pela introdução da nova taxa, mesmo durante o período experimental [que deveria ter começado no início do mês]”.

No final do encontro, um transportador, citado nos media locais, declarou que as empresas do sector estão a ser obrigadas a trabalhar com margens de 1%, pelo que a nova taxa provocaria o fim de cerca de 20% dos operadores.

O governo de Paris afirmou entretanto a intenção de “intensificar a procura de soluções para tornar mais competitivo o sector do transporte rodoviário de mercadorias, com isso preservando as empresas e os postos de trabalho”.

Ontem mesmo a OTRE, associação de PME transportadoras, ameaçou com bloqueios de estradas a partir de dia 15. E a FNTR e outras associações patronais prometeram acções de protesto já a partir de segunda-feira.

A nova taxa deveria render 560 milhões de euros/ano.

Com este adiamento por tempo indeterminado, recoloca-se a questão do que fazer (como indemnizar) com a concessão do sistema de cobrança da ecotaxa, que implicou um vultuoso investimento.

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