A Fret SNCF prevê dezenas de milhões de euros de prejuízo em 2020 devido à pandemia. A actividade da companhia só deverá aproximar-se do habitual em 2021.

A “nova” Fret SNCF, que, recorde-se, iniciou 2020 recapitalizada e como uma sociedade anónima, previa atingir este ano um volume de negócios de 900 milhões de euros. Porém, as greves de Dezembro e Janeiro últimos e, sobretudo, a pandemia de Covid-19 alteraram por completo as previsões da companhia gaulesa.

Uma redução dos prejuízo está dependente da obtenção de medidas compensatórias para todas as companhias que sofreram com a desaceleração da actividade ligada ao encerramento de linhas devido à pandemia, assim como à confiança do carregadores no transporte ferroviário de mercadorias.

A Fret SNCF integrou o plano de fornecimento de produtos essenciais de França, pelo que manteve a escala de serviços a 60% durante a crise pandémica. Considerando que os comboios de carga têm prioridade temporária sobre todo o outro tráfego ferroviário, 93% dos comboios contratados são despachados no mesmo dia e o resto enviado no dia seguinte.

França está em processo de desconfinamento desde segunda-feira, mas nem todos os segmentos de mercados iniciarão o regresso ao normal ao mesmo tempo. “O cimento e o betão devem começar primeiro, dada a disposição do sector da construção e obras públicas em arrancar. O processo será, no entanto, mais demorado para produtos petrolíferos e indústria automóvel. Portanto, acreditamos que o nosso plano de transporte aumentará gradualmente para 80/85% do habitual até ao primeiro semestre de 2021. O regresso ao nosso nível de actividade pré-crise pode ser mais demorado”, explicou, em comunicado, Edouard Laverny, diretor comercial e de marketing da Fret SNCF.

 

 

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