No final do ano estarão em operação 5 016 navios porta-contentores celulares, com uma capacidade total de 15,5 milhões de TEU. Um crescimento de 8,7% face a 2010, que deverá manter-se até ao final de 2013, prevê a BRS-Alphaliner.

Este ano, prevê a consultora parisiense, deverão entrar ao serviço 218 novos navios, com uma capacidade total de 1,34 milhões de TEU. Desses, 47 serão de mais de 10 000 TEU cada, num total de 602 mil TEU. E haverá outros 27 com mais de 7 500 TEU.

O grupo menos representado será o dos porta-contentores com capacidades entre os 3 000 e os 4 000 TEU: serão apenas oito a sair dos estaleiros este ano.

Quanto a adiamentos de entregas, tão comuns no auge da crise que assolou o sector, a BRS-Alphaliner estima que este ano contar-se-ão apenas oito navios, com um total de 20 000 TEU. De resto, nos próximos anos deverão ser poucos os adiamentos, quer porque os operadores apostem no crescimento do mercado, quer porque as encomendas tenham sido feitas a bom preços já depois de 2009, quer ainda porque as compras estão devidamente financiadas (o que não acontecia quando a crise eclodiu).

Olhando mais além, a BRS-Alphaliner prevê que a frota mundial de porta-contentores celulares cresça 9% em 2012, até aos 16,9 milhões de TEU, com a entrega de 234 navios com praticamente 1,5 milhões de TEU de capacidade (59 de mais de 10 000 TEU).

Em 2013, o ritmo de crescimento deverá abrandar um pouco em termos percentuais, para os 8,4%, mas ainda assim a nova capacidade a entrar no mercado deverá ser maior, na casa dos 1,52 milhões de TEU (distribuídos por 215 navios).

No ano passado, a frota mundial de porta-contentores cresceu 9,2% para a casa dos 14,3 milhões de TEU.

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