A  frota mundial de navios porta-contentores deverá crescer cerca de 250 mil TEU neste primeiro mês do ano, calcula a Alphaliner. E já há armadores a adiar para 2019 a recepção de navios.

Entre os navios que deverão iniciar as operações já em Janeiro, a Alphaliner nomeia o Antoine de Saint Exupéry (20 776 TEU) da CMA CGM, o OOCL Indonesia (21 413 TEU), o MOL Treasure (20 182 TEU), o Cosco Shipping Taurus (20 119 TEU) e os gémeos Maerseille Maersk e Manchester Maersk (de 20 568 TEU).

Será um arranque de ano em força, numa tendência que se manterá, particularmente no primeiro semestre, com a entrega de navios com uma capacidade global de transporte de 1,2 milhões de TEU. Em todo o ano de 2018, a Alphaliner estima a entrega do equivalente a 1,5 milhões de TEU.

A ser assim, e assumindo que serão desactivados navios equivalentes a 350 mil TEU (422 mil TEU em 2017, 665 mil TEU em 2016), a frota mundial crescerá, em termos de capacidade, cerca de 5%.

Armadores adiam entregas

Confrontados com uma procura menos forte que o antecipado e com o espectro da sobrecapacidade, alguns armadores já estão a negociar com os estaleiros o adiamento da entrega de alguns dos “gigantes” dos mares por si encomendados.

A Alphaliner cita os casos da Cosco, que terá adiado a entrega de dez dos 28 navios previstos para este ano, e da Yang Ming, que terá empurrado para 2019 a recepção de três navios de 14 000 TEU.

A consultora sublinha que a entrada ao serviço de muitos grandes navios criará problemas no Ásia-Norte da Europa, que se alastrarão, pelo efeito cascata, a outros tráfegos.

A Alphaliner antecipa ainda que os tempos não serão fáceis para os donos dos navios, uma vez que os operadores tenderão a descartar o máximo de unidades fretadas para criarem espaço para as novas entregas.

 

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  1. SENHORA MINISTRA DO MAR TODOS OS ACTUAIS E NOVOS PORTA-CONTENTORES VÃO CONTINUAR A NÃO ENTRAR NOS TERMINAIS DE CONTENTORES ! APÓS 2 ANOS NO CARGO CONTINUA SEM FAZER A RENEGOCIAÇÃO DAS CONCESSÕES PARA QUE OS PORTOS DO PORTO E LISBOA POSSAM FAZER AS OBRAS OBRIGATÓRIAS PARA RECEBEREM OS MAIORES BARCOS, QUE VERGONHA MINISTRA !