Abril ficará para a história como o mês em que mais, e maiores, navios porta-contentores entraram em serviço, diz a Alphaliner. A maioria corresponde a entregas previstas para 2009 e 2010 e entretanto adiadas.

Até ao final do mês corrente, os estaleiros deverão entregar 32 navios porta-contentores, com uma capacidade global de 226 500 TEU. Será de longe o maior valor mensal de sempre, quer pelo número, quer pela dimensão dos navios em causa.

No passado recente, Julho do ano passado é o mês que fica mais próximo, mas ainda assim pouco passou a fasquia dos 200 mil TEU. Em regra, em 2010 as entregas mensais ficaram claramente abaixo dos 150 mil TEU, sendo que em quatro meses se ficou mesmo abaixo dos 100 mil TEU. E mesmo em 2008 apenas em três meses a barreira dos 150 mil TEU foi superada.

Em Maio a tendência manter-se-á, prevê a Alphaliner, com a entrega de mais 41 navios, com uma capacidade agregada de 204 mil TEU.

Em apenas dois meses a frota mundial de porta-contentores celulares passará a contar mais 73 navios e mais 430 mil TEU de capacidade. Por outras palavras: crescerá 3%.

As entregas totais previstas para o ano corrente deverão chegar aos 1,35 milhões de TEU, prevê a Alphaliner. A confirmarem-se os números de Abril e Maio, nos primeiros cinco meses de 2011 serão entregues navios equivalentes a 688 mil TEU.

O “boom” deste início de ano está a ser alimentado pelos navios que deveriam ter sido concluídos e entregues em 2009 e 2010, e que foram atrasados, em regra a pedido dos clientes, por causa da crise do mercado e das dificuldades de financiamento. Agora os problemas do financiamento dos navios parecem ultrapassados, mas nem por isso os novos navios surgem na melhor altura do mercado.

Pelo contrário, a Alphaliner estima que o aumento continuado da oferta aumentará a pressão em baixa sobre os fretes, à medida que a evolução da procura dá sinais de abrandamento. No primeiro trimestre, os portos do Sul da China registaram um aumento de apenas 2,4% na movimentação de contentores. No período homólogo do ano passado, o crescimento atingiu os 23,7%.

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