A frota inactiva de porta-contentores caiu 28% em capacidade nas últimas duas semanas, para 696 000 TEU, e deverá descer abaixo dos 500 miol TEU em Junho, de acordo com a Alphaliner.

Navios imobilizados

Os 204 navios que permaneciam inactivos a 17 de Abril representavam 4,8% da frota global e comparavam com os 351 navios (1,4 milhões de TEU), representando 6,9% da frota global, imobilizados no início de 2017.

Os dados da Alphaliner indicam apenas quatro navios de 12 000 TEU ou mais sem estarem alinhados, em contraste com 12 no início de Janeiro. No segmento dos 8 000-11 999 TEU a queda foi ainda maior, com apenas 15 navios inactivos, contra 55 no início de Março. Até os “condenados” Panamax (4 300-5 300 TEU) têm reduzida a frota inactiva, de acordo com a consultora.

 

Esta descida deverá ter reflexos positivos nos preços médios dos fretes, que deverão manter a tendência de subida, segundo os especialistas.

A Alphaliner atribuiu o “declínio mais acentuado de sempre” na capacidade de transporte desaproveitada aos esforços das companhias para lançarem as novas redes de alianças a 1 de Abril e ao impacto do desmantelamento de navios.

Os últimos dados semanais do corretor britânico Braemar ACM revelam um total de 85 navios (ou 268 000 TEU) desmantelados até à data em 2017, o que significa que o mercado de abate está a caminho de bater o recorde de 189 navios do ano passado (658 000 TEU).

Por outro lado, este ano apenas foram entregues 43 navios, mas com uma capacidade total de 287 500 TEU, o que reflecte a tónica em navios de maiores dimensões nas carteiras de encomendas dos estaleiros.

 

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