No espaço de 15 dias, o número de navios porta-contentores imobilizados por falta de trabalho passou de 60 para 74, em mais um sinal da crise que de novo ameaça o sector.

Os números actuais, reportados pela Alphaliner, mantêm-se ainda num nível excepcionalmente baixo, mas pode falar-se já de uma inversão da tendência, que tenderá a agravar-se nos tempos mais baixos.

Se há duas semanas os navios desocupados representavam uma capacidade de cerca de 75 000 TEU, agora já chegam aos 95 mil TEU, acrescentam os analistas parisienses.

“Os navios libertados pelo fecho de serviços não conseguiram encontrar novas ocupações num mercado significativamente mais fraco, comparado com os dois últimos meses”, sublinha a Alphaliner. “Daí – refere – pela primeira vez desde Novembro de 2010, a frota imobilizada aumentou significativamente”.

A maioria dos novos navios imobilizados têm capacidades entre os 500 e os 2 000 TEU, incluindo-se no rol seis navios da YSC Line, que acaba de pedir a protecção judicial de credores na Coreia do Sul.

O relatório da Alphaliner refere ainda três navios propriedade dos operadores, com capacidades entre os 2 700 e os 3 500 TEU, dois dos quais da CSAV, que ficaram inactivos por causa do fim dos serviços respectivos.

A menos que o mercado reanime nos meses de Julho-Agosto, os analistas estimam que mais navios serão imobilizados, quer porque terminam os respectivos contratos de fretamento, quer porque mais serviços tenderão a ser reduzidos ou suspensos.

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