A frota de porta-contentores imobilizada por falta de cargas atingiu os 1,3 milhões de TEU no final do ano, calcula a Alphaliner. E a sobrecapacidade de oferta deverá manter-se em 2016, avisa a Bimco.

Navios imobilizados

É o pior resultado dos últimos anos, só superado pelos anos da ressaca da crise de 2008. A falta de procura conjugada com o crescimento desmesurado da oferta está a atirar um número crescente de navios para paragens forçadas.

Apesar das condições adversas do mercado, ao longo de 2015 entraram ao serviço 212 navios porta-contentores celulares com uma capacidade agregada de mais de 1,7 milhões de TEU, sublinha a Alphaliner. Um valor que supera claramente os anteriores máximos, verificados em 2008, com 1,53 milhões de TEU, e em 2014, com 1,47 milhões de TEU.

Em consequência, a frota de porta-contentores imobilizada atingiu os 1,3 milhões de TEU. Um recorde em termos absolutos, mas não em termos relativos uma vez que a frota mundial é hoje substancialmente maior. Sinal dos tempos foi, sem dúvida, a imobilização de um Triple-E da Maersk Line.

E 2016, como vai ser? A frota mundial de porta-contentores deverá crescer apenas cerca de 3-4% em capacidade, prevê a Bimco, mas isso não será suficiente para equilibrar a oferta e a procura. Até porque o efeito multiplicador do crescimento do PIB no comércio e transporte mundial tende a esbater-se.

Em consequência, a Bimco prevê a continuação de tempos difíceis para os armadores, com os fretes a manterem-se pressionados em baixo. Um cenário que, de resto, não será exclusivo do transporte marítimo de contentores, avisa a organização.

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