No espaço de um mês apenas, a frota de porta-contentores inactivos cresceu 54% e está cada vez mais perto do milhão de TEU.

Navios imobilizados

A frota inactiva de porta-contentores atingiu 238 navios em Novembro, com uma capacidade total de 901 000 TEU, de acordo com a Drewry Maritim Consultants. Aquele número supera em 54% o valor registado em Outubro, naquela que é a maior subida mensal desde o início de 2010, altura em que o transporte marítimo tomou medidas drásticas para fazer frente à crise de 2009.

A consultora atribui este pico de crescimento da frota inactiva na ancoragem de navios de maiores dimensões: um total de 31 tinha mais de 8 000 TEU, entre os quais o “Triple-E” Morten Maersk, de 18 000 TEU.

“A paragem de activos tão importantes como estes não é decidida de ânimo leve, mas o crescimento da dimensão deste sector indica que as companhias transportadoras perceberam que o slow steaming e a suspensão de rotações não são suficientes para resolver o problema de sobrecapacidade nas rotas Este-Oeste”, indica o relatório da consultora.

A Drewry salienta, porém, que a actual frota inactiva representa 4,6% do total mundial em capacidade, quando no fim de 2009 ascendia a 11% (1.4 milhões de TEU). Esta última percentagem representaria, no presente, cerca de dois milhões de TEU, o que a consultora acredita estar longe, pois que em 2009 a crise mundial obrigou a medidas drásticas para evitar a falência dos operadores (o que não resultou em todos os casos), ao passo que agora várias companhias declararam lucros no terceiro trimestre de 2015.

A consultora prevê que o sector  terá ainda pelo menos dois anos de excesso de capacidade, com a procura a crescer “levemente”, pelo que os operadores deverão ter de continuar a ancorar alguns navios para manter a operação no campo da rentabilidade.

 

 

 

 

 

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