A frota de porta-contentores inactiva aumentou cerca de 50% entre Maio e Julho, com predominância para os navios mais pequenos, assinala a Alphaliner.

A frota inactiva cresceu cerca de 50%

A tonelagem inactiva total a 23 de Julho era, segundo a consultora, de 142 navios, com uma capacidade acumulada de 341 229 TEU (1,6% da frota global). No fim de Maio, contavam-se 85 embarcações, com um total de 205 829 TEU.

Dos navios parados em Julho, 131 tinham entre 500 e 5 100 TEU de capacidade, contra apenas 56 em Fevereiro. A Alphaliner assinala “um aumento alarmante da tonelagem abaixo dos 1 000 TEU”, com cerca de 25 navios sem actividade, mais do dobro que em meados de Junho.

A mudança de “ventos” no mercado, que apanhou de surpresa os armadores, está a ter efeitos nos preços dos fretamentos. Assim, a recuperação dos valores dos panamaxes parece ter chegado ao fim, com os preços diários de fretamento a baixarem cerca de mil dólares, para 12 500 dólares, ao longo do último mês.

A redução do mercado de fretamento de pequenos porta-contentores pode fazer o desmantelamento de navios retomar nos tempos mais próximos., antecipa a Alphaliner.

A  consultora espera uma “tendência de enfraquecimento” contínua até Setembro, quando os preços médios de frete mais altos e um abrandamento nos preços do petróleo pode levar as companhias de transporte de volta ao mercado de fretamento para cobrir as exigências adicionais de capacidade.

A Alphaliner avisa, porém, que “a guerra comercial sino-americana, com consequências desconhecidas no volume de contentores, continua a lançar nuvens sobre a indústria”.

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