Pela primeira vez, a frota de porta-contentores inactiva deverá superar os três milhões de TEU, calcula a Alphaliner, com a Covid-19 a ditar mais supressões de serviços.

A Alphaliner dá nota de que os 3 milhões de TEU que deverão ficar parados sem trabalho nas próximas semanas representam 13% da capacidade da frota mundial. E sublinha o rápido crescimento da frota inactiva desde o início de Março, quando se atingiu um pico de capacidade inactiva de 2,46 milhões de TEU.

No seu último relatório semanal, a Alphaliner dá conta que mais de 250 viagens programadas serão anuladas, apenas no segundo trimestre. Exemplo disso será o cancelamento do serviço AE2 / Swan, da Maersk e MSC, que opera com 12 navios de 23 mil TEU.

Até 30% da capacidade total está a ser removida de algumas das rotas mais afectadas. “Nenhum segmento de mercado será poupado, com cortes de capacidade anunciados em quase todas as principais rotas”, alerta a consultora.

“Enquanto os navios maiores serão realinhados em cascata para substituir unidades menores nas restantes rotações, as companhias  de navegação serão forçadas a parar uma grande parte da tonelagem que operam”, indica a nota da Alpahliner.

Prejuízos podem atingir 23 mil milhões

Esta semana, a consultora Sea-Intelligence anunciou que a pandemia pode representar, para as 15 maiores companhias de transporte marítimo de contentores, prejuízos entre 800 mil e 23 mil milhões de dólares (750 mil e 21,3 mil milhões de euros) em 2020.

A diferença entre um e outro cenário extremos é que no mais grave perdem-se volumes e os fretes baixam, ao passo que no menos gravoso os preços de transporte mantêm-se.

Também esta semana, o CEO da CMA CGM, Rodolphe Saadé, avançou que Maio deverá ser o mês mais crítico para o transporte marítimo de contentores mundial devido ao impacto da Covid-19.

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