A frota mundial de porta-contentores deverá receber este ano uns 276 novos navios, com uma capacidade total de 1,4 milhões de TEU. Números que alimentam as preocupações sobre o excesso da oferta.

As previsões da Alphaliner para o corrente exercício superam os valores registados no ano passado. Em 2009, a frota mundial de porta-contentores recebeu 268 navios novos, correspondentes a 1,07 milhões de TEU. A disparidade entre os navios e a capacidade nos dois anos é explicada pelo tamanho médio de cada embarcação: 3 990 TEU há um ano, 5 150 TEU agora.

Desde Janeiro e até ao final de Setembro passado, a Alphaliner contabilizou 230 porta-contentores novos, com uma capacidade global de 1,29 milhões de TEU. Só no terceiro trimestre foram 468 mil TEU, um recorde absoluto.

Os 1,42 milhões de TEU novos previstos para este ano ficam, ainda assim, abaixo dos 1,57 milhões de TEU registados em 2008, antes da crise, quando o céu ainda parecia ser o limite. Mas os tempos são diferentes.

Os números deste ano estão influenciados pelos cerca de 100 navios inicialmente previstos para serem entregues em 2009 e que acabaram por ser adiados para 2010. Corresponderão a uns 530 mil TEU. Mas na inversa uns 65 navios previstos para serem entregues este ano terão sido adiados para 2011 ou mais além. Representariam uns 435 mil TEU.

Contas feitas, este ano a frota de porta-contentores deverá crescer uns 9,5%, para a casa dos 14,3 milhões de TEU. Já depois de descontados cerca de 180 mil TEU de navios desmantelados ou reconvertidos.

O aumento da frota em operação será este ano muito maior, já se sabe, uma vez que muitos navios que estavam imobilizados voltaram ao serviço. Neste momento, prevê a Alphaliner, o nível da imobilização da frota por falta de cargas terá voltado a crescer, mas para os 2%.

 

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