A frota mundial de navios porta-contentores ultrapassou pela primeira vez a fasquia dos 20 milhões de TEU de capacidade. A Maersk Line lidera com mais de três milhões de TEU.

MSC Zoe

Sete meses e meio bastaram para acrescentar um milhão de TEU à frota de porta-contentores. Até ao final do ano deverá chegar-se aos 1,9 milhões de TEU entrados no mercado, prevê a Alphaliner.

São cada vez mais navios e de maiores dimensões. E o “rally”, já se sabe, não ficará por aqui, tantas são as encomendas já conhecidas de navios de 18-19-20 000 TEU e mais. E as outras de que se fala mas ainda não foram formalizadas.

A Maersk Line lidera o ranking mundial, com 3,069 milhões de TEU que lhe conferem uma quota de mercado de 15,3%. E tem encomendados navios com um total de 445 mil TEU.

A MSC, parceira da número um mundial na aliança 2M, é a segunda no ranking, com 13,3% da capacidade mundial, ou 2,675 milhões de TEU. E tem contratados mais 681 mil TEU.

A CMA CGM ocupa o último lugar do pódio, com 1,826 milhões de TEU em operação (e 304 mil TEU encomendados).

No quarto posto está, por agora, a Evergreen, com 956 mil TEU (e encomendas de 394 mil TEU). Mas poderá ser destronado se se confirmar a fusão entre a Cosco (número seis do ranking, com 856 mil TEU) e a China Shipping (número sete, com 700 mil TEU). E juntas têm mais de 45 mil TEU encomendados.

Tamanho crescimento da frota mundial poderia ser sinal de um mercado pujante mas tal não corresponde à verdade. A sobrecapacidade de oferta é notória e com isso sofrem os fretes. Os resultados das companhias só não piores porque a redução do preço do combustível e dos custos operacionais dá uma ajuda. Mas mesmo isso tem limites, avisam os analistas.

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