A Pacific International Lines (PIL), em dificuldades financeiras, recebeu no ano passado empréstimos não divulgados de uma empresa controlada pela Temasek Holdings, o fundo soberano de Singapura.

A novidade foi avançada pela Alphaliner, que nos últimos tempos se tem referido por diversas vezes à dificuldades da PIL. número dez mundial no transporte marítimo de contentores.

Pelos empréstimos recebidos, a PIL teve de dar como garantia as acções que detém na na Singamas, fabricante de contentores cotado em Hong Kong. De acordo com informações enviadas à Bolsa asiática, o fundo da Temasek Holdings detém uma participação indirecta de 20,56% na Singamas.

A Singamas anunciou no início deste mês a venda de três das suas maiores fábricas de contentores na China à Cosco, por 3,8 mil milhões de yuans (503 milhões de euros). Esta movimentação levou, nessa altura, a Alpahaliner a apontar uma possível venda da PIL à Cosco, devido aos laços históricos entre as duas companhias e à complementaridade das redes.

A PIL deixou, no ano passado, de publicar os resultados financeiros da holding do grupo. Os últimos dados financeiros disponibilizados indicam que a companhia registou um prejuízo líquido de 125,6 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2018.

“O mais preocupante para a PIL é a dívida total de 3,46 mil milhões de dólares [3,08 mil milhões de euros] em Junho de 2018, dos quais 1,08 mil milhões [962,3 milhões de euros] eram dívida de curto prazo com maturidade de 12 meses”, observa a Alphaliner.

A Temasek era a accionista maioritária da APL até, há três anos, vender a companhia à CMA CGM. Desde então, a PIL é o único grande transportador de Singapura.

 

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