A resistência do Qatar a comprometer-se em manter a sua futura posição accionista estará a atrasar o processo de fusão da United Arab Shipping Company (UASC) com a alemã Hapag-Lloyd, avança a “Reuters”.

UASC

A agência noticiosa dá conta que a Hapag-Lloyd e os bancos terão exigido que o maior accionista da UASC, o fundo soberano Qatar Investment Authority, não vendesse quaisquer acções da UASC no futuro, por receio de que uma companhia concorrente pudesse, assim, entrar na companhia que resultar da fusão.

O Qatar detém 51% da UASC, a Arábia Saudita tem 35%, o resto é controlado pelos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Iraque. Após a fusão, a participação do Qatar será de 14%.

A Hapag-Lloyd e a UASC adiaram recentemente o prazo da fusão até o final de Maio. O CEO da companhia alemã, Rolf Habben Jensen, afirmou que subestimou a complexidade do acordo de fusão, avaliado em oito mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros).

Outra razão apontada pela “Reuters” para o atraso na conclusão do negócio é a dificuldade que a UASC estará a ter para vender a subsidiária United Arab Chemical Carriers (UACC), o que tem de acontecer nos termos da fusão.

Tanto as autoridades do Qatar como a UASC e a Hapag-Lloyd recusaram fazer comentários à agência de notícias.

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