O elevado endividamento de Hyundai Merchant Marine (HMM) e da Hanjin Shipping poderá levar os responsáveis das duas companhias sul-coreanas a voltarem à mesa de negociações para uma fusão.
Hanjin

O cenário da fusão já se colocou no ano passado, mas o possível fecho da torneira do financiamento estatal da Coreia do Sul volta a trazê-lo à ordem do dia.

As duas companhias têm previstos pesados reembolsos de dívida para 2016. A HMM tem de liquidar dívida de 260 mil milhões de wons sul-coreanos (cerca de 278 mil milhões de euros). A Hanjin terá, por seu turno, de pagar 600 mil milhões de wons (463,33 mil milhões de euros) este ano.

A taxa de endividamento da HMM está nos 980% e a da Hanjin nos 687% e o governo de Seul não parece disposto a voltar a colocar fundos públicos nas empresas. “Uma vez que apoios financeiros adicionais às companhias são como encher um poço sem fundo, não podemos fazê-lo mais”, referiu, citado pela comunicação social sul-coreana, um funcionário do Serviço de Supervisão Financeira do país.

A confirmar-se uma fusão entre a Hanjin e a HMM, a empresa resultante ocupará, segundo a Alphaliner, o quarto lugar mundial entre as empresas de transporte marítimo, passando a barreira do milhão de slots, e será a maior companhia asiática de transporte de marítimo de contentores.

De acordo com uma estatística da VesselsValue.com citada pelo portal “Splash 247” em Novembro último, a frota conjunta será a 19.ª maior do mundo, com um valor superior a quatro mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros).

 

 

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