A chilena Lan reafirmou ontem que espera fechar o negócio da fusão com a brasileira TAM no primeiro trimestre do próximo ano.

Num comunicado citado pela “Reuters”, a Lan informou estar ainda a negociar com as autoridades da Concorrência os “remédios” impostos para viabilizar a fusão. Nesse âmbito, acrescentou, terá pedido ao regulador chileno a rectificação de “números errados” sobre suas tarifas e receitas na avaliação do negócio.

O tribunal de defesa da Concorrência do Chile aprovou a fusão entre as duas companhias no passado dia 22, mas impôs 11 condicionantes, que segundo os analistas não deverão impedir a criação de uma das maiores companhias aéreas do mundo.

Entre os “remédios” impostos pelo tribunal está a renúncia pelas empresas a pelo menos uma das alianças globais de companhias aéreas em que participam (a TAM integra a Star Alliance e a Lan é membro da Oneworld).

Além disso, as companhias terão de ceder quatro pares de slots diários no aeroporto brasileiro de Guarulhos (São Paulo) a outras operadoras que tenham interesse em iniciar ou aumentar os serviços na rota Santiago do Chile – São Paulo.

Após a aprovação do tribunal chileno, a fusão Lan-TAM terá agora de receber o “ok” do Conselho Administrativo de Defesa Económica (CADE). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já autorizou a operação.

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