A Alitalia tem dois meses para fazer uma “redução radical dos custos” e assim garantir novos financiamentos dos accionistas e da banca.

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“Os próximos dois meses são cruciais para a Alitalia. É de vital importância que os trabalhadores da empresa e os principais parceiros, como os fornecedores e os sindicatos, aceitem as mudanças radicais que são urgentes”, afirmou o presidente executivo da companhia, Cramer Ball.

De acordo com aquele responsável, “só dessa forma será possível obter novo financiamento por parte dos accionistas”, sem o qual, acrescentou, “a Alitalia não terá futuro”.

Em comunicado, a transportadora anunciou que os accionistas aprovaram o financiamento para os próximos dois meses com a condição que a direcção da Alitalia consiga chegar a um acordo com os sindicatos, os fornecedores e os distribuidores.

O objectivo é formalizar um compromisso com medidas que permitam uma redução radical dos custos, que é apontada como “a única forma para ter o apoio a longo prazo dos bancos e assegurar a estabilidade da empresa”.

Por outro lado, o Conselho de Administração não chegou “a nenhuma conclusão sobre a redução do quadro de trabalhadores”.

A Alitalia é  detida em 49% pela Etihad Airways, que em 2014 aceitou pagar 560 milhões de euros pela posição. Em Outubro do ano passado, a companhia italiana previa o regresso aos lucros em 2017.

 

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