A Xunta da Galiza colocou os primeiros 100 000 m2 de terrenos da plataforma de Salvaterra-as-Naves (Plisan) à venda a 50 euros o metro quadrado.
Plisan

Os preços de saldo, que reduzem para metade o valor cobrado em estruturas semelhantes, têm como objectivo “bater” a concorrência, em particular do Norte de Portugal, com destaque para o vizinho parque industrial de Monção, que fica do outro lado do rio Minho, praticamente defronte à Plisan.

O anúncio da comercialização dos primeiros lotes foi feito numa altura em que o governo galego desbloqueou, de forma definitiva, a primeira fase da construção da plataforma, com a publicação no Diário Oficial dos anúncios dos concursos públicos.

Esta primeira fase do projecto prevê um investimento de 13,5 milhões de euros, suportados em 61% pela Autoridade Portuária de Vigo, em 21% pelo consórcio da Zona Franca de Vigo e em 18% pela Xunta da Galiza (através do Instituto Galego de Habitação e Solo).

Em causa estão os trabalhos de infra-estruturação da primeira fase da plataforma. O prazo previsto para a conclusão destas obras é de 18 meses.

Anunciada em 2000 com a ambição de ser a plataforma logística de referência do Noroeste Peninsular, a Plisan permanece deserta. Apresentada também como o futuro porto seco de Vigo, não gera hoje qualquer entusiasmo entre aquela comunidade portuária.

Entretanto, o investimento em Salvaterra-as-Naves supera já os 100 milhões de euros.

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