Angola vai comprar locomotivas à norte-americana General Electric, sobretudo para a tracção de comboios de minérios, anunciou o director do Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro de Angola.

Citado pela “Angop”, no final de uma audiência que o ministro dos Transportes angolana concedeu ao presidente da GE, Júlio Bango Joaquim sublinhou que Angola tem necessidade de uma grande número de locomotivas.

“Para se ter uma ideia dos números, o Caminho de Ferro de Moçâmedes dispunha, em 1976, de pelo menos 72 locomotivas para o transporte de minérios da Jamba mineira e de Chamutete até ao porto do Namibe”, lembrou aquele responsável. “Muito provavelmente esse número terá de ser duplicado”. Acrescentou.

O director do Instituto Nacional do Caminhos de Ferro de Angola recordou que as linhas de caminho-de-ferro no país estão praticamente reconstruídas, e que a pressão exercida pelo mercado, sobretudo no que se refere ao transporte de minérios, exigirá o aumento significativo da capacidade de tracção.

Contudo, a compra das locomotivas terá de ser feita de forma faseada dado o elevado investimento que implica. Cada máquina tem um custo próximo dos 200 milhões de kwanzas, ou dois milhões de dólares.

As primeiras entregas da General Electric deverão acontecer no final do ano corrente.

Recorde-se que no ano passado, em Maio, foi notícia em Angola o interesse da General Electric em estabelecer uma unidade de produção na Zona Económica Especial de Luanda-Bengo, em parceria com um grupo empresarial local. Na altura não foi dito que tipo de produção seria assegurado pela unidade fabril.

É provável que o tema tenha sido agora abordado na audiência do ministro Augusto da Silva Tomás a Jeff Immelt.

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