O operador de terminais russo Global Ports (GPI) registou uma redução de 19% nos volumes movimentados em 2016 face ao ano anterior, de 1,4 milhões para 1,1 milhões de TEU. A taxa de utilização da capacidade ficou abaixo de 50%.

Global Ports

Os resultados financeiros não foram muito diferentes. A Global Ports fechou 2016 com um prejuízo de 500 mil dólares (465 mil euros), depois de ter obtido lucros de 331,5 milhões de dólares (308,3 milhões de euros) um ano antes. Este cenário é justificado pelos baixos volumes nos terminais da companhia, situados no Báltico e no Leste da Rússia, e pelas perdas cambiais líquidas em operações financeiras.

A companhia obteve receitas de 405,7 milhões de dólares (377,3 milhões de euros) em 2016, menos 18,3% do que no exercício anterior. Quanto ao EBITDA ajustado, foi de 224,3 milhões de dólares no ano passado, menos 2,9% do que em 2015.

A fragilidade financeira e as sanções internacionais à Rússia parecem estar na origem do mau desempenho da GPI em 2016. A companhia indica, porém, que continuou o processo de desalavancagem financeira, com o pagamento de cerca de 400 milhões de dólares (372 milhões de euros) de dívida.

Esta dívida fazia parte dos 916 milhões de dólares (851,9 milhões de euros) que a Global Ports assumiu, em 2013, quando comprou o também russo operador de terminais NCC Group. A aquisição foi orçada em 1,6 mil milhões de dólares (1,49 mil milhões de euros).

O CEO da GlobalPorts, Vladislav Baumgertner, sustenta-se no trabalho de redução da dívida que a companhia está a fazer e na melhoria das condições de mercado para revelar algum optimismo para 2017. “Após 21 meses de declínio, começámos a ver um crescimento gradual do mercado em Maio, que atingiu 9% no período de Janeiro e Fevereiro de 2017 em comparação com o ano anterior”, indica, citado em comunicado.

 

 

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