O Governo está a acompanhar a situação no porto de Setúbal, parado devido a um diferendo entre estivadores precários e a empresa de trabalho portuário, que está a prejudicar as exportações da Autoeuropa e a movimentação de contentores.

Governo procura alternativas para Setúbal

Em declarações à “Lusa”, uma fonte do Ministério do Mar disse que a ministra Ana Paula Vitorino tem “mantido um diálogo contínuo” com vários operadores portuários.

“A situação está a ser acompanhada pela ministra do Mar. Tem havido constantes diálogo e reuniões com os vários operadores portuários do porto de Setúbal, mas também com outros de outros portos, no sentido de encontrar soluções para minimizar ao máximo os impactos das paralisações”, adiantou a fonte do gabinete de Ana Paula Vitorino.

Hoje o “Público” adianta a Autoeuropa tem já 6 000 carros parados à espera de embarcar.

Uma fonte oficial da fábrica da Volkswagen em Portugal disse ao jornal que “a paragem dos estivadores já implicou o não envio de cerca de seis mil unidades para o seu mercado de destino”, salientando que a “situação pode colocar em causa a operação da fábrica [quando for] atingida a capacidade máxima de armazenamento de carros produzidos”.

A movimentação de cargas no terminal ro-ro e no terminal de contentores de Setúbal está parada há cerca de uma semana, com os estivadores precários a recusarem-se a trabalhar.

A Operestiva, a empresa de trabalho portuário local, apenas tem uma dezena de trabalhadores com contrato. Recentemente tentou contratou mais 30, mas sem sucesso. Apenas um trabalhador assinou.

Entretanto, o sindicato dos estivadores (SEAL), os operadores portuários (Yilport) e os agentes de navegação (AGEPOR) trocam acusações.

 

Este artigo tem1 comentário

  1. Esta gente da geringonça é tão incompetente que nem quando a maior empresa nacional está impedida de exportar se mexe, pior é impossível, o aeroporto já não funciona, os portos não funcionam, nada funciona na capital de Portugal Lisboa, só o Porto a Norte funciona !