Apesar do recuo verificado no primeiro trimestre, o Ministério do Mar “promete” para o final do ano resultados recorde na movimentação de cargas em vários portos, e desde logo um máximo de três milhões de TEU.

Depois do comunicado da AMT a dar conta de um recuo homólogo de 10,9% nas cargas nos portos do Continente entre Janeiro e Março, a tutela vem hoje, em comunicado, acrescentar explicações às avançadas pelo regulador para o sucedido, e garantir que depois da tempestade está aí a bonança.

Segundo o ministério de Ana Paula Vitorino, o regresso à normalidade começou a notar-se em Março e Abril. E dá os exemplos de Leixões (que cresceu 16% em Abril e no quadrimestre já supera em 0,5% o recorde de há um ano) e de Aveiro (a crescer 8,7% no acumulado a Abril, com 1,8 milhões de toneladas) – ainda que no caso Aveiro já tenha crescido no trimestre (foi o único, de resto).

Mas as boas notícias não se ficarão por aqui. Lisboa deverá fechar o ano a crescer 3% face a 2017 e com o melhor resultado da década; em Sines o movimento de contentores deverá subir ainda cerca de 5%; Aveiro deverá acrescentar 2% ao recorde de há um ano; o mesmo fará a Figueira da Foz (mas sem recorde); enquanto Setúbal avançará 9%. Leixões não é mencionado.

Em termos globais, reforça o gabinete de Ana Paula Vitorino, o movimento de contentores nos portos do Continente deverá crescer mais de 3% e superar, pela primeira vez, a fasquia dos três milhões de TEU.

As razões da tempestade

No primeiro trimestre, os portos do Continente movimentaram 21,9 milhões de toneladas, menos 10,9%,m ou 2,7 milhões de toneladas, que no período homólogo de 2017, divulgou a AMT.

No seu relatário, autoridade reguladora refere como principais explicações para o sucedido as difíceis condições climatéricas – que limitaram a movimentação de navios – e o facto de a comparação do movimento de contentores em Sines ser afectado pelo crescimento excepcional dos movimentos de transhipment verificados há um ano.

No comunicado hoje emitido, o Ministério do Mar insiste nos riscos da meteorologia e acrescenta-lhes, no caso de Sines, as “paragens técnicas de algumas importantes unidades produtivas da região”. O porto alentejano, que vale mais de 50% do mercado nacional, movimentou menos 2,5 milhões de toneladas no trimestre.

 

Este artigo tem1 comentário

  1. luis pereira

    Para a ministra do mar ana Paula Vitorino a receita do Sócrates mantem-se : A MENTIRA VIRA VERDADE QUANDO SE REPETE 1000 VEZES, 1 VERGONHA, temos pior início de ano nos portos portugueses e vai prometer o impossível que vamos acabar 2018 com o melhor resultado de sempre, vá embora por favor !