O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, os processos de privatização da CP Carga e da EMEF. Em ambos os casos, o objectivo é vender até 100%.

CP Carga

A alienação da participação do Estado nas duas empresas far-se-á através de vendas directas de referência, a um ou mais investidores, isolados ou em consórcio, nacionais ou estrangeiros, numa perspectiva de investimento de longo de prazo.

Aos trabalhadores de ambas as empresas será reservada uma participação de 5% em cada, a alienar numa OPV subsequente.

No final da reunião do Conselho de Ministros, o secretário de Estado dos Transportes garantiu que o objectivo primeiro do Executivo não será o encaixe financeiro mas antes o encontrar um ou mais parceiros estratégicos que permitam à CP Carga e à EMEF crescer em mercados concorrenciais.

No caso da CP Carga, o Estado arrisca-se a ter de pagar para vender a empresa. Isto porque até ao final de 2013 a subsidiária da CP acumulou capitais negativos de cerca de 88 milhões de euros.

A privatização da CP Carga deverá incluir apenas o material rebocável. Os terminais foram transferidos no final do ano passado para a Refer e as locomotivas permanecerão propriedade da CP, que as cederá por contrato.

Quanto a interessados, a SNCF e a DB já terão descartado ir a jogo. A Renfe é uma hipótese. E resta saber se os players nacionais que foram manifestando a sua abertura para estudar o dossier irão, ou não, a jogo. Serão os casos da MSC Rail (um dos principais clientes), da ALB, do Grupo ETE, da Torrestir, entre outros.

Quanto à EMEF, a situação será diferente, para melhor, sobretudo pela sua exposição ao mercado internacional, pelo know-how acumulado e pelas parcerias internacionais em que já participa. Ainda assim, com um mercado nacional tão reduzido, não é certo o interesse de grandes players.

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