O Governo espera ter uma decisão sobre a injecção de dinheiro na TAP em meados de Junho, anunciou o secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo.

O secretário de Estado do Tesouro disse que “o pedido de auxílio tem de partir da administração da TAP”, referindo que o Executivo já recebeu um pedido inicial que versava sobre “várias matérias”, uma das quais a “garantia [pública] a um empréstimo que a TAP pretende obter”, no valor de 350 milhões de euros.

Álvaro Novo referiu que esses pedidos “precisam de uma fundamentação que não se coaduna com o receber de uma carta a fazer o pedido para essa garantia pessoal do Estado”.

“Nesse sentido, já tive oportunidade de transmitir à administração da TAP que era necessário reforçar a fundamentação desse pedido”, disse Álvaro Novo, acrescentando que Governo está a trabalhar com a companhia aérea, em particular através de um grupo de trabalho com pessoas “com elevada competência técnica da
área da aviação”.

“Estando este trabalho previsivelmente concluído no final de Maio, depois esperamos, falando com a Comissão Europeia, ter uma decisão prática de injecção de dinheiro, mediante condições que vão ser estabelecidas deste processo negocial, em meados de Junho”, disse Álvaro Novo durante a audição na Comissão de Orçamento e Finanças (COF) do Parlamento.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, defendeu na terça-feira que uma injecção de dinheiro repartida entre o accionista privado e o Estado seria “a forma mais tranquila de conversar” sobre uma capitalização da TAP. Já o primeiro-ministro, António Costa, susnetou na semana passada que só haverá apoio à TAP com “mais controlo e uma relação de poderes adequada”, mas assegurou que a transportadora aérea continuará a “voar com as cores de Portugal”.

Desde 2016 que o Estado (através da Parpública) detém 50% da TAP, enquanto o consórcio Gateway (de Humberto
Pedrosa e David Neeleman), controla 45% do capital da transportadora. Os restantes 5% estão nas mãos dos trabalhadores.

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