A decisão sobre a localização do novo terminal de contentores da área de Lisboa já não será uma prioridade do Governo para o ano corrente, de acordo com a errata à proposta de Orçamento de Estado (OE) apresentada na Assembleia da República pelo Executivo de António Costa.

Sines-TerminalXXI1

Afinal, terá sido um lapso. A construção de um novo terminal de contentores na região de Lisboa não será, afinal, uma prioridade do Governo. Outrossim, a aposta no aumento da capacidade de movimentação de contentores focalizar-se-á em Leixões e em Sines. Para a Grande Lisboa, não se fala em novos terminais mas antes numa coordenação estratégica entre os portos de Lisboa e Setúbal.

As mudanças entre a versão original do OE e a errata (46 páginas de correcções…) deixam poucas marcas para dúvidas. Assim, é dito na errata:

“Onde se lê:
“Nesta matéria, em 2016, será ainda definida a localização do novo Terminal de Contentores para a área da grande Lisboa,…”

“Deve ler-se:
“Nesta matéria, em 2016, serão avaliadas, preparadas e lançadas diversas intervenções estratégicas nos portos portugueses, designadamente quanto ao incremento da capacidade de movimentação de contentores de Leixões e de Sines e da coordenação estratégica entre os portos de Lisboa e de Setúbal,…”

Ou seja, o projecto do novo terminal de contentores da Margem Sul, apresentado com pompa e circunstância nos primeiros tempos do Governo PSD-CDS, parece relegado para segundo plano, ganhando, ao invés, força a opção pela coordenação e complementaridade entre o porto da capital e o de Setúbal, que há muito apregoa a sua capacidade de expansão “low cost”.

Por outro lado, a construção do novo terminal de contentores de Leixões, com fundos de -14 metros, que na anterior legislatura foi sendo adiada (apesar do trabalho desenvolvido dentro de portas pela APDL) poderá sofrer um impulso. E o mesmo se diga sobre a expansão da capacidade de Sines, seja através da renegociação da concessão da PSA (hipótese ainda há pouco defendida pelo presidente da administração portuária), seja mediante o lançamento de uma segunda concessão (que chegou a ser falada no tempo do Governo PS).

 

This article has 3 comments

  1. Até que enfim aparece gente com um mínimo de inteligência e bom senso

  2. Ao fim de tanto que se debateu e escreveu sobre o assunto ALGUM BOM SENSO

  3. Bom senso???’ Uma das piores decisões deste governo.
    Dado que se gasta milhões de euros em estudos de impacto e outros, primeiramente num governo PSD-CDS e noutro PS e chega se a uma decisão destas. Lamentável!! Sendo que o porto de Lisboa serviria apenas para albergar navios de cruzeiro, dado que a mistura carga/turismo não serve as infraestruturas existentes, seria importante mover o terminal de sitio, e o Parque empresarial baía do Tejo no Barreiro serviria esse propósito. Enfim!! Serão gastos mais outros tantos milhões para se avaliar, preparar e lançar outras intervenções estratégicas, para no fim ficar no mesmo sitio sem condições para tal, para a CGTP continuar a impor o seu braço forte e existirem mais greves dos estivadores, e conseguirem afastar de vez as grandes transportadoras marítimas. Como deixam fugir esta oportunidade, sendo que a MAERSK estaria disposta a investir fortemente nesse sentido. Enfim!! Imperceptível!! O crescimento económico que iria trazer às populações… A criação de postos de trabalho….. o aumento de capacidade de turismo marítimo de entrada em Lisboa….Um,senão o, maior investimento a médio e longo prazo