Governo Junta Metropolitana do Porto (JMP) chegaram acordo sobre a forma de fusionar a gestão da Metro do Porto e da STCP. A novidade surge no dia a seguir à renúncia da administração da STCP. Mais uma.

Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto, anunciou hoje, em conferência de imprensa, o acordo com o Governo sobre o modelo de gestão conjunta das duas empresas.

A STCP e a Metro terão os mesmos três administradores executivos, nomeados por Lisboa, sendo que na Metro haverá ainda quatro administradores não executivos, três dos quais serão indicados pela Junta, afirmou o autarca.

A solução é idêntica à decidida para Lisboa. A indicação de administradores não executivos na Metro do Porto visa garantir a representação da Junta Metropolitano no Conselho de Administração, dada a sua posição de accionista da empresa.

Entretanto, ontem os membros do Conselho de Administração da STCP formalizaram a sua renúncia aos cargos. A renúncia terá efeitos a partir de 30 de Junho corrente. Se até lá não houver substitutos, competirá a Rui Moreira, presidente da Assembleia Geral, assumir transitoriamente a gestão da empresa.

Com a STCP são já quatro as empresas públicas da área dos transportes a ficarem sem administração, ou pelo menos sem presidente.

Na Metro do Porto, o presidente do CA, Ricardo Fonseca, foi o primeiro a anunciar a saída, e nisso foi seguido pelos restantes administradores ainda em funções, quando da última assembleia geral da empresa. No final do mês, se nada se alterar entretanto, Valentim Loureiro, ex-presidente da Metro e actual presidente da Assembleia Geral, ficará com a “criança nos braços”.

Curiosamente, a administração da STCP deixa a empresa com o primeiro EBITDA positivo das últimas décadas, e a liderança da Metro do Porto apresentou os primeiros resultados operacionais positivos da história da empresa.

Ontem Matos Fernandes despediu-se da presidência da APDL, a que havia renunciado em Abril. Mantêm-se em funções Brogueira Dias e Amadeu Rocha, dois quadros “históricos” da casa.

Ontem foi também o último dia de Luís Pardal à frente da Refer. Aquele dirigente já por várias vezes havia manifestado à tutela a intenção de sair, e ontem saiu mesmo, ainda sem substituto. A Refer fica assim nas mãos de três vogais da administração.

Os mandatos da maioria das administrações das empresas públicas de transportes já terminaram há cerca de um ano ou mais. O Governo insiste em que a escolha dos novos nomes não é a prioridade, face ao imperativo de rever os modelos de governação do sector.

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