O Governo, as câmaras de Coimbra, Lousã e Miranda do Douro, e a Metro do Mondego vão criar uma equipa conjunta para rever o projecto, simplificando-o, para o tornar mais barato.

A decisão, saída da reunião de ontem entre o secretário de Estado dos Transportes e os presidentes das três edilidades, agradou a todos, apesar das cautelas manifestadas sobre as “gorduras” a cortar e os calendários a cumprir.

Carlos Correia da Fonseca apontou o caminho, falando em poupanças nas obras de inserção e requalificação urbana. O objectivo fundamental, disse, “não é embelezar as cidades mas oferecer soluções de transporte para as pessoas”.

Mais difícil de consensualizar será a proposta de cortar a passagem do Metro pela zona da Solum, em Coimbra. O traçado proposto tem custos mas os autarcas insistem em que assim será possível captar mais passageiros para o sistema.

Em aberto permanece também a questão da divisão dos custos do investimento entre o Estado central e as autarquias. Tal como está o projecto do Metro do Mondego representa um investimento de cerca de 450 milhões de euros. O Governo quer que as autarquias suportem parte dessa verba.

O Governo mantém o compromisso de operacionalizar o Metro do Mondego até 2014. Os autarcas pedem uma manifestação de boa vontade, traduzido no lançamento imediato do concurso para o próximo troço, entre o Alto de S. João e S. José.

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