O Governo e a MSC Rail rubricaram hoje o contrato de privatização da CP Carga, como previsto.

CP Carga

Nos termos da proposta com que venceu o concurso internacional, a MSC Rail, subsidiária da MSC Portugal, pagará ao Estado dois milhões de euros pela operadora ferroviária de transporte de mercadorias e compromete-se outros 51 milhões de euros na capitalização.

Em matéria de compromissos, a MSC Rail assume também a manutenção da sede da operadora em Portugal por um período mínimo de dez anos. O plano estratégico apresentado prevê o reforço dos negócios em Portugal mas sobretudo com Espanha, com a ambição de tornar a nova CP Carga (que entretanto mudará de nome) a maior operadora ibérica.

No imediato, a MSC Rail adquire 95% do capital da empresa, estando os restantes 5% reservados aos trabalhadores da companhia.

Esta é a primeira vez, à escala mundial, que a MSC passa a deter um operador de transporte ferroviário de mercadorias. Não obstante, a companhia helvética realiza já uma boa parte do seu negócio logístico com base na ferrovia.

Em Portugal, a MSC será a maior cliente da CP Carga em volume de negócios,em resultado dos muitos comboios que realiza entre as plataformas do Entroncamento e da Bobadela e o Terminal XXI no porto de Sines.

A CP Carga é líder incontestada no tráfego ferroviário nacional de mercadorias, detendo praticamente o monopólio dos tráfegos de/para os portos nacionais e uma posição muito confortável nos tráfegos tradicionais do comboio (carvão, inertes, cimentos, etc.).

Com a privatização, a CP Carga junta-se à Takargo para dotar Portugalcom dois operadores ferroviários privados nacionais. Incapaz de concorrer com o operador público, a empresa do Grupo Mota-Engil tem apostado sobretudo na Ibercargo, a joint-venture com a espanhola Comsa para o mercado ibérico.

Assinado o contrato de privatização, ficam a faltar os vistos bons do Tribunal de Contas e da Autoridade da Concorrência.

 

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