O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, reconheceu hoje as dificuldades do Governo em negociar com a ANA o novo aeroporto do Montijo, dada a sua condição monopolista.

Em resposta ao Bloco de Esquerda, na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, o ministro afirmou “não desejar a ninguém” as condições em que está a negociar com a ANA um novo aeroporto para a capital, que deverá localizar-se no Montijo.

Em causa, disse, está a “privatização do anterior Governo do PSD/CDS-PP” que coloca a situação do “dá cá o dinheiro” e depois tem de se negociar com alguém que “tem um monopólio”. “A posição da concessionária é fortíssima, mas espero que se chegue a bom aeroporto”, afirmou.

Pedro Marques garantiu que se mantém o calendário previsto no memorando de entendimento com a ANA para análise aprofundada para o uso civil da actual base militar do Montijo para expandir a capacidade aeroportuária de Lisboa.

Assim, os investimentos devem iniciar-se em 2019 para se concluírem os trabalhos em 2021, “se for conseguido um acordo adequado com a concessionária”.

A questões sobre investimentos no actual Aeroporto Humberto Delgado, o governante avançou que o pedido de encerramento da pista secundária (17/35), por vários agentes do sector, tem que ser “enquadrado num plano estratégico” que inclui uma futura operação no Montijo.

Pedro Marques notou a necessidade de Lisboa dispor de uma pista alternativa para ser usada em casos de dificuldades, pelo que tem que haver uma solução prevista.

“Ainda estamos em negociação da alteração global da concessão e estamos a perspectivar o uso dos aeroportos nos próximos cinco anos”, assinalou ainda aos deputados.

Em Fevereiro de 2017, a ANA e o Governo assinaram o memorando de entendimento e em Outubro a concessionária entregou a proposta de construção da infraestrutura aeroportuária.

O mais recente passo no processo foi a entrega do estudo de Impacto Ambiental (EIA) pela ANA ao Governo.

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  1. É vergonosa a incompetência do MINISTRO DAS OBRAS PÚBLICAS PEDRO MARQUES FACE ANA, Lisboa perde mais de 1000 milhões euros por ano em turismo porque o 1º MINISTRO ANTÓNIO COSTA não tem coragem para OBRIGAR A VINCI a construir a expansão do aeroporto da capital portuguesa quando a GERINGONÇA para qual quer nacionalização faz o uso de estatuto de interesse público para ultrapassar as condições negociadas com as empresas privadas, perde o sector HORECA ou seja todo o TURISMO em sentido lato – hoteis, restaurantes, cafés e pastelarias para além das companhias aéreas e as agências de viagens no valor de 1000 milhões euros por cada ano que passar até à inauguração de 1 nova pista no Montijo complementar à da Portela, vergonha !