Nem comboio, nem metropolitano. O sistema de mobilidade do Mondego será assegurado por um sistema do tipo metrobus, operado com autocarros 100% eléctricos. Custará 89,3 milhões de euros e demorará três anos e meio a implementar.

Intervencoes para SR

A proposta adoptada pelo Governo, e hoje apresentada na Lousã, foi elaborada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e pela IP Engenharia.

Ao nível das infra-estruturas, é proposto a criação de um canal fechado, de via única, entre Serpins e Alto de São João (o troço suburbano do antigo Ramal da Lousã), com guiamento magnético. No traçado urbano, propõe-se a construção da variante do Solum e a desactivação da ligação ferroviária à estação de Coimbra B, além da ligação aos Hospitais da Universidade.

O serviço será operado por uma frota de 43 autocarros eléctricos (as hipóteses de híbridos e GNC foram descartadas), sendo 13 articulados com capacidade para 130 passageiros (para o troço urbano) e 40 standard de 55 passageiros (para o ex-Ramal da Lousã com penetração na cidade).

O investimento previsto é de 89,3 milhões de euros (62,1 milhões para a infra-estrutura e 27,2 milhões para a frota). As realidades não são comparáveis mas o investimento previsto para o Metro do Mondego variava entre os 215-295 milhões de euros.

Olhando para as contas de exploração, a proposta lo LNEC/IP E adoptada pelo Governo prevê um resultado operacional negativo de 460 mil euros anual. Longe dos 2,2-4,7 milhões de euros estimados para o Metro do Mondego. Curiosamente, a opção pelos veículos 100% eléctricos é a que representa o maior défice de exploração: os autocarros híbridos permitiriam um défice de 120 mil euros e os GNC permitiriam até o break-even.

» Metro do Mondego – Estudo do LNEC – IPE

 

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