O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, uma resolução fundamentada à providência cautelar interposta pelo grupo Urbanos contra a privatização da TAP, que será agora entregue nos tribunais, anunciou o ministro da Presidência, Marques Guedes.

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“Foi aprovada uma resolução fundamentada em relação à providência cautelar apresentada por uma empresa que pretendia pôr em causa o acto final de adjudicação do processo”, adiantou o governante na conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.

O argumento invocado pelo Executivo para prosseguir com a venda da maioria do capital da TAP ao consórcio Atlantic Gateway será, uma vez mais, o do interesse público.

“O argumento não difere porque o processo é o mesmo”, justificou o ministro.

A Urbanos, que detém 51,1% do capital da Groundforce, apresentou no início da semana uma providência cautelar contra a privatização da TAP, contestando o não ter sido ouvida sobre o processo e a inclusão da empresa de handling no perímetro de privatização da TAP. Em causa estará também o receio de vir a ser impedida de exercer a opção de compra dos restantes 49,9%.

Coincidência, no dia seguinte, o presidente da TAP foi ouvido pelas autoridades no âmbito de um processo de averiguação de suspeitas sobre a venda da Groundforce à Urbanos.

Hoje, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra das Finanças afirmou que ainda não existe uma data para a assinatura dos contratos finais de venda da maioria da TAP a Humberto Pedrosa e David Neeleman.

 

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