O Governo da Irlanda recusou a oferta IAG, que integra a British Airways e a Iberia, para comprar a Aer Lingus.

Dublin justifica a recusa da oferta (a terceira feita pela IAG), avaliada em 1,3 mil milhões de euros, com a necessidade de assegurar os postos de trabalho e o crescimento da companhia aérea antes de vender a participação estatal de 25%.

Numa primeira reacção à proposta (de 2,55 euros por acção, estruturada num pagamento efectivo de 2,5 euros por acção e, adicionalmente, um dividendo ordinário de 0,05 euros por acção), o governo irlandês havia dito necessitar de mais esclarecimentos sobre o impacto na actividade da companhia aérea e nos aeroportos do país. O Executivo solicitou ainda informações sobre o crescimento das rotas transatlânticas da Aer Lingus e sobre as ligações dos aeroportos do país a Heathrow.

A rejeição agora conhecida demonstra que as garantias oferecidas pela IAG sobre a manutenção da marca, da equipa de gestão e do essencial do network da Aer Lingus não convenceram.

Para a OPA da IAG ter sucesso teria ainda ser aprovada pela Ryanair, que detém 29,9% da companhia. A “low cost” irlandesa já tentou, também ela, comprar a Aer Lingus e contestou desde a primeira hora a iniciativa da holding britânica.

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