O Estado italiano garantirá fundos públicos à Alitalia “exclusivamente” para evitar uma interrupção do funcionamento, mas não participará “directa ou indirectamente” numa recapitalização da companhia aérea, garantiu o ministro da Economia e Finanças de Itália, Pier Carlo Padoan, na Câmara dos Deputados.

Alitalia

“A eventual intervenção estatal financeira terá como objectivo único evitar a interrupção da actividade e será analisada ​​nas próximas horas”, referiu Padoan. O ministro italiano acrescentou que o apoio a oferecer “deve ser aplicado em relação às disposições nacionais” e também para cumprir as normas europeias relativas a “auxílios estatais”.

Na semana passada, os trabalhadores da Alitalia rejeitaram o pré-acordo alcançado pela companhia aérea e pelos sindicatos para lançar um plano para reequilibrar as finanças de uma empresa que não tem lucros desde 2002.

Após a recusa dos trabalhadores, a Alitalia iniciou o procedimento de reestruturação judicial, que poderá resultar, nos próximos dias, no pedido de auxílio ao governo italiano para nomear um ou mais comissários para trabalharem num novo plano de negócios que evite a falência.

O ministro da Economia e Finanças de Itália salientou na Câmara dos Deputados que a Alitalia é “uma companhia privada” e que “o sucesso do seu negócio depende exclusivamente da decisão de accionistas e gestores”.

 

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