A existência de pelo menos dois interessados e a actualização da avaliação da TAP estarão a motivar o Governo a relançar o processo de privatização da companhia aérea nacional, talvez ainda no decorrer de Junho.

Além de Gérman Efromovich, que tentou comprar a TAP em 2012 e por várias vezes reafirmou o seu interesse na companhia, o Executivo de Passos Coelho conta com o renovado empenho de Frank Lorenzo, o ex-presidente da Continental, que em 2012 não conseguiu montar a operação financeira para “ir a jogo” mas que estará agora em condições de fazê-lo.

Segundo a imprensa económica de hoje, Lorenzo estará a ser assessorado pelo JP Morgan e deverá contar com o músculo financeiro do Savor Group. O empresário Pais do Amaral poderá também associar-se-lhe, como foi falado em 2012.

Além destes, também a companhia aérea do Qatar poderá apresentar a sua candidatura, na sequência ainda do apelo lançado naquele país árabe pelo ministro Paulo Portar, aquando de uma visita de uma delegação empresarial lusa.

No final de Maio terminou o prazo para os assessores financeiros da TAP actualizarem a avaliação da empresa, pelo que o Governo estará agora na posse de todos os elementos para decidir sobre a retoma da privatização, e estará tentado a avançar.

No final de 2012, o Synergy Group de Gérman Efromovich, então único concorrente à compra da TAP, dispunha-se a pagar 1,5 mil milhões de euros pela companhia, assumindo o passivo de mais de mil milhões e os capitais próprios negativos de 500 milhões.

Entretanto, a situação do sector da aviação comercial melhorou. Como melhoraram os resultados do Grupo TAP, com o negócio da aviação a registar lucros sucessivos e a manutenção no Brasil a reduzir os prejuízos. E a concorrência entre candidatos também deverá puxar as ofertas para cima.

A privatização da TAP poderá ser feita por concurso público, ou através da dispersão de capital em Bolsa.

Comments are closed.