A contenção das despesas públicas no sector dos transportes passará também pelo encerramento de linhas com poucos utilizadores, admitiu o Governo, pela voz do ministro das Finanças.

“A avaliação e a eventual desclassificação de linhas ou troços que, nos termos legalmente previstos, não têm níveis de procura que justifiquem a manutenção de um envolvimento de investimentos e de custos elevados por parte do Estado”, foi uma das medidas enunciadas por Teixeira dos Santos no final da reunião de Conselho de Ministros

Também na ferrovia, o Governo reafirmou a intenção de avançar com a concessão a privados das linhas suburbanas de Lisboa e Porto. A CP terá já contratado com um consultor externo a realização de um estudo de viabilização, a preparação de um concurso público e a elaboração de um cronograma de acções para concretização do programa do concurso.

A reorganização do sistema de transportes públicos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto é outro dos objectivos reafirmados pelo Executivo.

Entretanto ficou hoje a saber-se que a CP apresentou à tutela um plano de corte de despesas que contempla, entre outras medidas, a dispensa de até 600 trabalhadores: 200 da própria CP e 400 da EMEF, segundo adiantou ao “JdN” o vice-presidente da transportadora Vicente Pereira.

O plano de redução de custos prevê igualmente a redução de serviços, com especial incidência nas linhas regionais, acrescentou o mesmo responsável,

O grupo CP emprega cerca de seis mil trabalhadores. E como as demais empresas do Sector Empresarial do Estado está obrigada a cortar 15% nos custos.

Os comentários estão encerrados.